A luta das pessoas com deficiência contra o preconceito, contra o capacitismo, é quase uma luta invisível. Talvez porque nós tenhamos nos acomodado com comentários "sutis", com as recusas e falta de receptividade, com os olhares, com os rótulos, com o afastamento alheio, com as risadinhas...

Mesmo quando se veste de comentários que são, aparentemente inofensivos, o preconceito traz consequências intensamente agressivas não só ao seu alvo, mas à todos nós que estamos ao redor dele.

E o preconceito não é só falta de informação e conhecimento, mas também de sensibilidade e respeito. Não é uma simples mágoa causada à alguém, mas um crime grave que merece punição.

E é importante entendermos que também somos criminosos quando somos coniventes com os olhares, risadas, comentários e negações, mesmo quando não somos os próprios autores. Somos criminosos quando não ensinamos aos nossos filhos que, mais do que ter o direito, eles têm o dever de praticar e incentivar o respeito. Somos criminosos quando acreditamos que o preconceito só é preconceito quando assume formas violentas de expressão porque contribuímos com a construção de uma sociedade indiferente e apática diante da disseminação "sutil" do ódio.

Hoje li alguns, de muitos comentários cruéis, em uma matéria sobre a minha irmã @majudearaujo. Como família já vimos e ouvimos coisas mais "leves" e mais "pesadas". Muitas vezes ignoramos e muitas outras, adoecemos e choramos. Mas é importante entendermos que a forma como reagimos diante do preconceito e de suas variáveis (padronização, rótulos e estereótipos), não muda o seu caráter e nem muda a necessidade de que ele precisa de um fim.

Lutar contra não é se vitimizar! Se não agimos contra o preconceito somos cúmplices dele.

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Larissadias

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